8 08UTC maio 08UTC 2009

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Obrigado a todos,
Chico Pereira


COMUNICADO

8 08UTC maio 08UTC 2009

O blog http://audaciaodocumentario.wordpress.com encerra suas atividades. Gostaríamos de convidar todos a assistirem os teasers e o trailler de AUDÁCIA no blog http://conceitoeideias.wordpress.com.
Deixaremos o blog original do documentário ganhador do DOCTV IV em Santa Catarina aberto, porém inativo, para eventuais pesquisas sobre os temas levantados pelo trabalho.
A partir de hoje, todas as informações referentes ao documentário AUDÁCIA estarão disponíveis no blog da CONCEITO COMUNICAÇÃO E IDEIAS.


SÉRIE CAMARADA

26 26UTC abril 26UTC 2009

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Carlos Marighella

Para quem se interessa pela nova história do Brasil, o blog da Conceito, http://conceitoeideias.wordpress.com , apresenta uma série que mescla ficção e realidade, numa original passagem da luta política no país. O primeiro capítulo está na rede.


MUDANÇAS DE ESTAÇÃO

6 06UTC abril 06UTC 2009
(Obra de Paulo Gaiad)

(Obra de Paulo Gaiad)

Logo o inverno virá. E é como se eu mudasse de pele, sob o esforço empregado num trabalho no fim deste verão. Criei AUDÁCIA há meses. Pela feitura de um documentário passam-se as estações, e ele transmuta-se da idéia original: o que fica é a verdade do argumento proposto. No curso destes meses, mudou o mundo, as vontades de personagens e as locações. Na imposição das gravações – mais de cinqüenta horas – aprendemos com humildade nosso papel de orquestrador de um trabalho de equipe e de avaliar, a toda hora, nossas próprias opiniões.
Esta dialética da realização é, por vezes, uma cilada. Nos cabe, nas passagens dessas horas, ser fiel e seguro ao saber o que, afinal, nos resta a dizer. A síntese de um ideário.
O longo curso da edição acabou semana passada, nada me pertence inteiramente neste momento. Enquanto escrevo, o Diogo (ver equipe) está na Alemanha compondo a trilha e ontem me ligou prometendo para quarta-feira os acordes que irei ouvir via rede.
Joel (recorra também a equipe) realiza o corte “fino”, as arestas de linguagem, a cor e a entrega das “surpresas” de AUDÁCIA.
Paulo Gaiad, nosso artista plástico convidado, preparou peças que irão tocar muita gente.
Por fim, vou falar da mais atarefada, aquela onde irá recair toda a responsabilidade do tratamento, entrega e estréia do documentário.
Zuca Campagna está nesse momento em contatos diários com São Paulo. Há todo um trabalho de legendagem e existe, ainda, a preparação da “banda internacional” para dublagem. Só assim a obra garantirá espaços em festivais no Brasil e no exterior. A Zuca (cujo currículo está na ficha técnica) tem ainda toda a incumbência formal junto aos produtores de Brasília.
Eu vou apresentar neste espaço uma quantidade de teaser e o trailer, que, espero, contente vossas curiosidades.
Por hoje é isso, quem viver verá…


ENTREVISTA NOS ESPAÇOS DO SAPIENS PARK

1 01UTC abril 01UTC 2009

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O antigo espaço da Colônia Penal está hoje passando por transformações. A foto de um dos últimos depoimentos captados, o de José Osório, mostra como a área se prepara para um dos mais pretensiosos empreendimentos empresariais de pesquisa tecnológica do Brasil. Como vêem, foi muita madeira derrubada. José Osório conheceu esta mata quando criança, e nos conta como era brincar por este matagal há muitos anos atrás.
(Foto: Velho Bruxo)


O RETORNO

31 31UTC março 31UTC 2009

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Pois é, olha nós aqui outra vez alimentando este faminto blog que tem os dias contados para acabar. Digo isto porque a edição de AUDÁCIA está se encerrando. O último passo será o lançamento. E daí, com os olhos marejados, vamos nos despedir de todos: leitores, colaboradores, entrevistados e personagens que por aqui passaram (mais de 5.000 acessos). E mais: agradecer a acolhida que o espaço teve para a discussão das idéias que pudemos estabelecer sobre os temas levantados pelo documentário. Até lá se preparem para assistir trailers e trechos completos de AUDÁCIA – o documentário.


A POSIÇÃO DE JOINVILLE

6 06UTC março 06UTC 2009

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Antonio Justino, Edgard Schatzmann, Zilma Cerpa e Julio Cerpa.

Quatro militantes. Quatro histórias. A resistência às arbitrariedades da Operação Barriga Verde. O embate pessoal de quatro pessoas que em momento algum abriram mão de suas opiniões. Foram convicções postas à prova. Cada um sofreu e deixou lições e atos de heroísmo que AUDÁCIA irá revelar.

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Zilma e Julio Cerpa no Set.

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Marco Antonio Nascimento e eu preparando os enquadramentos.

(Fotos: Marcelo Mariano Dias)


O QUE NÃO VAI ENTRAR NO DOC.

25 25UTC fevereiro 25UTC 2009
Eu e Marco Antonio Nascimento ouvindo as histórias do Seu Djalma. (Foto: Marcelo Dias)

Eu e Marco Antonio Nascimento ouvindo as histórias do Seu Djalma. (Foto: Marcelo Dias)

O trecho da entrevista, feita na penitenciária da Trindade, é com o Seu Djalma, carcereiro “das antigas” que trabalhou um tempo na Colônia Penal:

“Era um pessoal mais de colono, não é o pessoal como agora… que é essa maconha… essas coisas. Naquele tempo era tudo preso criminoso, preso que matava, naquele tempo era bem fácil.
Morava eu, morava o tal de Hercílio, que hoje está posto em liberdade, aquele aí matou seis. Aquele Hercílio. Hoje é motorista da Transol.”

Pois é, antes de discutir com algum motorista velhinho no trânsito aqui da Ilha, caro leitor, lembre-se desta história. Que convenhamos, é de matar.


Os ideários de 1975

18 18UTC fevereiro 18UTC 2009

Este texto (resgatado pelo jornalista Celso Martins), permanece estranhamente atual. É como se um tempo ditado pela censura ainda continuasse ditando parte da estética e opções atuais. Cirineu Martins, preso na “Operação Barriga Verde” morreu aos 41 anos. O ex-militante comunista saiu da prisão profundamente abalado, sem emprego e precisava alimentar a família – a esposa Graça, o recém nascido Ivan, e depois Serguei. “Foi vender poesia mimeografada, montou um varal de poemas na UFSC”.
Cirineu Martins é personagem de AUDÁCIA.

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ARTE E POESIA
Por Cirineu Martins

Vivemos uma época de transição. Na sociedade, a luta entre o que é novo, o que alvorece e o que é velho, agoniza, assume proporções consideráveis e , muitas vezes nos impõe opções difíceis. Sob as mais variadas formas de conflitos e paixões participamos do processo de libertação das mais distintas faces da alienação. E neste contexto a arte é história na medida em que expressa essa etapa da evolução em toda a sua complexidade e se torna universal quando pela captação da essência humana nesse processo, transcende ao próprio momento histórico em que nasceu.
No caso particular dos países subdesenvolvidos, a literatura entre as várias formas de atividades assume seu peso específico, quando reflete as contradições do pensamento, da mudança em curso. É a luta consciente ou inconsciente, do colonizador no afã de afirmação cultural.
Como parte interdependente do processo cultural brasileiro, a literatura catarinense não pode ser vista isoladamente de toda a complexidade das relações de subdesenvolvimento que norteia, violenta e condiciona as produções literárias. È muito comum por estas bandas de cá, males como o elitismo, o sentimentalismo as posturas “elegantes”, temáticas lânguidas etc., porém não são males somente nossos. É o que mais existe na produção literária brasileira. Nossos males são outros, de características locais, assim como a falta de intercâmbio com os centros culturais mais desenvolvidos, a falta de relacionamento mais estreito com escritores de outros Estados, a não preocupação com os problemas econômico-sociais e políticos na produção a arte, a falta de encontros sistemáticos e discussões acerca da literatura catarinense e, por último a produção como hoby, atividades de fins de semana, revelando um baixo nível dos poemas e ficções que por aí circulam.
No entanto, é notório o crescimento nos últimos tempos de
Cartões Postais

Sem os coloridos paradisíacos
os bairros e as esquinas do mundo
revelam as faces
da existência humana.

O testemunho da exploração
no quadrilátero disforme.
Sob retinas educadas das cidades
a vida rebenta
sem as características estéticas
dos manuais de consumo.
I
Dos esgotos
homens e ratos
farejam migalhas de sonhos
nas listas de sol e proteínas.
II
Das latas de lixo o POEMA da fome
remove palmo a palmo
as diferenças
entre homens e ratos.


CENÁRIOS III

3 03UTC fevereiro 03UTC 2009

Meus próximos textos vão tratar apenas sobre as análises feitas a partir das decupagens do material gravado para o documentário.
A equipe de externa volta a se reunir no começo de março, especificamente para registrar novos espaços.
As gravações do período vão ser postadas logo que forem realizadas.
Ando com a sensação que AUDÁCIA esta pra lá de discursivo, envolvida em puras reflexões. A proposta era esta, porém…

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(Fotos do Velho Bruxo)


CENÁRIOS II

31 31UTC janeiro 31UTC 2009

Puro visual. Tudo explicado no post de ontem.

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(Fotos do Velho Bruxo)


CENÁRIOS I

30 30UTC janeiro 30UTC 2009

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Não vou descrever os lugares. Vai assim mesmo! sem legenda. Se não acabo entregando detalhes antes da hora. Ainda vou tratar do roteiro, lá perto da edição. Tanto há para escrever sobre os personagens marcantes e emblemáticos. O pessoal de Joinville tem que merecer um “post” especial.
Por enquanto: imagem.
Amanhã têm mais imagens.
É só, que ando ocupado com a decupagem de horas e horas gravadas.

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(Fotos: Velho Bruxo e Celso Martins).


O DIRETOR DE FOTOGRAFIA

27 27UTC janeiro 27UTC 2009
O responsável pela fotografia de AUDÁCIA, Marco Antonio Nascimento.

O responsável pela fotografia de AUDÁCIA, Marco Antonio Nascimento.

Quando se dirige um documentário é necessário ter uma cumplicidade muito grande com o Diretor de Fotografia. É com ele que se constrói um jogo explícito. Que é aquele momento onde a gente sabe e sente que o outro está sendo fotografado, é esta consciência que modifica comportamentos. Nós temos sempre que estar alerta a performance de nossos personagens, sob pena de dar vazão a um discurso ou a posições que transpareçam a algo falso. Trabalhar com Marco Antonio Nascimento foi muito importante para o resultado de AUDÁCIA, não só sob uma perspectiva estética: artística mesmo, mas foi antes de qualquer coisa, uma convivência serena e rica na troca de experiências. Dividir responsabilidades no Set às vezes implica respeitar e receber sugestões, que pela rapidez do processo, são avaliadas e tomadas prontamente. Isto envolve confiança e uma parceria que se estabelece de forma franca e direta.

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(Fotos: Velho Bruxo, Celso Martins e Marcelo Mariano Dias).

“O OLHO DO HOMEM SERVE DE FOTOGRAFIA AO INVISÍVEL, COMO O OUVIDO SERVE DE ECO AO SILÊNCIO”.

MACHADO DE ASSIS


UMA MUSA NO SET

24 24UTC janeiro 24UTC 2009
Segundo a mitologia grega, as musas eram, originalmente, divindades que passaram a inspirar a poesia e a música. Já as modernas, nos socorrem, dando sorte e guiando enquadramentos de câmeras HDV de última geração.
(Fotos: Marcelo Mariano Dias)
Anita, filha de Margaret Grando e Celso Martins, musa do nosso blog.

Anita, filha de Margaret Grando e Celso Martins, musa do nosso blog.

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VIGILANTES E VIGIADOS

24 24UTC janeiro 24UTC 2009

img_52742Os planos de AUDÁCIA sobre os espaços e personagens da prisão de Florianópolis foram realizados mantendo a maior autenticidade possível. Enfrentei condições rígidas de trabalho.
Cadeia, calabouço, cana, cárcere, gaiola, masmorra, presídio, xadrez e xilindró. Geometrias de punição criadas para manter e controlar o medo da morte, da loucura e da solidão. Foi um dia inteiro permanecendo nesses recintos, experimentando os sons, a rotina, a comida e observando a solidariedade, o movimento e a segurança de homens que trabalham junto a presos que não tem nada a perder. Meu interesse era a fala de antigos carcereiros. Assim, fui colhendo relatos, alguns de uma franqueza impressionante. No decorrer das captações, um embate cru, de surpresas e descobertas inesperadas.
A magia da realização de um documentário que está tomando forma.
(Fotos: Marcelo Mariano Dias)
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