Realizadores

29 de novembro de 2008

Jean-Luc Godard

godard1966godardtestforwebsitegodardscarfgodard1“Sempre pensei que o cinema era interessante porque permitia ver sem ler…Ele deve ter alguma coisa diferente…é o único a poder contar histórias. É por isso que agrada muito, histórias e a História…”.

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O prédio da Colônia Penal hoje

28 de novembro de 2008

       No norte da Ilha, em Canasvieiras. As margens da avenida Luiz Boiteux Piazza, o prédio da Colônia Penal Agrícola foi totalmente reformado, mantendo algumas de suas características originais. Hoje, ela abriga a sede do “Sapiens Parque”.

Locação de AUDÁCIA e cenário dos nossos personagens.

(As fotos são de autoria do Velho Bruxo)

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Apontamentos

27 de novembro de 2008

        

          Há uma profusão de tratamentos estéticos dados ao cinema-ficção atual e especialmente ao documentário – ensaios sobre realidades e pensamentos. Só constatam nossa solidão apesar de globalizados. Por toda parte, em nossas salas e prateleiras, encontramos a existência da estética de fácil aceitação. A indústria rege falsos caminhos artísticos. Ela incorpora gostos populares, anseios e ideais que são catalizados e formatados para o puro entretenimento e falsas propostas “contestadoras”. Pior: propõe a realizadores e críticos que encontrem soluções intermediárias que expliquem e justifiquem a atual “sétima arte”. 

        Até aí, tudo bem, é chover no molhado. É martelar a velha idéia que as pessoas estão perdidas nos seus entendimentos do que seja cinema. Preferem o “faz de conta” ou estão mesmo desorientadas e adoram isso? Devem achar um charme.

       Antes de qualquer coisa, seria necessário aceitar o inaceitável que é o analfabetismo cinematográfico: o público revê fórmulas que são verdadeiros carrosséis temáticos e estéticos intermináveis, as refilmagens de refilmagens. O verdadeiro “cinema” virou peça de museu: está nas cinematecas e nos museus de imagens e sons.

        Hoje vivemos uma imensa conjugação áudio-visual que é instigante quando encontramos roteiros provocadores e incitantes. As tênues diferenças entre padrões sacramentados são cada vez mais duvidosas e incertas.

        Assim sempre foi e será. É o papel da arte.

 


Realizadores

26 de novembro de 2008
Glauber Rocha

Glauber Rocha

           “Resolvi transformar minha própria expressão de cinema político, correndo mesmo o risco de decepcionar os que esperavam meus filmes com honestidade crítica e sentimentos favoráveis.”  

(Entrevista a Novais Teixeira, em O ESTADO DE SÃO PAULO, 1971)

 

Deus e o diabo na terra do sol 
 Deus e o diabo na terra do sol

Penitenciária da Trindade, década de 1940.

25 de novembro de 2008
Penitenciária)

(Acervo: Penitenciária)

           A penitenciária da Trindade é um dos cenários de “Audácia”. Em suas celas, militantes foram presos em 1975. O documentário entrelaça diversas experiências de carcereiros e sua relação com presos políticos. O depoimento dos agentes prisionais – como são conhecidos hoje – é revelador. É a história de um roteiro que está sendo escrita.
O romantismo atravessado da foto é particular. Retrata um momento e um espaço: o pátio do recreio -a reunião da vida a sós, cheia de interrogações. Nem a morte irá resgatar o juízo dessas mentes.

Personagens do documentário

24 de novembro de 2008
      Seu Bento, ex-Guarda da Colônia Penal de Canasvieiras.   

 Bento

         
            Estes olhos não estão postos no passado. Eles nos fitam, procuram saber do nosso interesse, nos procuram. E nós, procuramos suas histórias. Esta é a troca. Qual será a entrega? Qual a recusa? Não importa desde que verdadeiras. Difícil esses olhos mentirem – eles pertencem às pessoas, que não temem nem esperam nada. O que nos cabe é o cuidado em respeitar seus papéis no filme. Acatar suas verdades e mentiras, para assim, devolver-lhes suas reais versões. 
 
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Seu Padilha, ex-sentenciado da Colônia Penal de Canasvieiras (Fotos de Vera Sayão)
Padilha

Fotos de Vera Sayão

 


23 de novembro de 2008
canasvieiras, 1944 (Acervo UFSC)

Canasvieiras, 1944 (Acervo UFSC)